Skip to content

Valéria Barros - Improvável

– Esta é uma obra sobre uma mulher que nasceu e cresceu para não sonhar, para não conquistar, para não vencer. Uma improvável, que enfrentou situações adversas logo na infância: pobreza, carência de tudo, abusos, solidão. Mas é também a história de uma mulher que decidiu ser diferente do que as perspectivas apontavam. O passado não iria determinar seu futuro. E com esta decisão, Valéria Barros sonhou, conquistou, venceu e quis dividir sua vida com você, leitor. Eis uma grande oportunidade de se inspirar com quem se tornou PROVÁVEL apesar de tudo.

– Estruturado em 10 capítulos, que vão desde a estrutura familiar marcada por separações, relacionamentos frágeis e abusos, passando pelas reviravoltas e vitórias, até a conclusão, com o nascimento de um novo amor, filhos, empresa e propósitos.

– Primeiro livro de Valéria Barros, com prefácio do médico André Guanabara, e comentários dos pastores Costa Neto e Samuel Vagner.

AutoraValeria Barros

CategoriaBiografia, Empreendedorismo, Auto-ajuda

Para ledores

119 Páginas

Jun, 2022

Capítulo I

A glória desta última casa será maior do que a da
primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei
a paz, diz o Senhor dos Exércitos”
(Ag 2:8-9)

ESTRUTURA FAMILIAR:
A BASE DE TUDO

Nasci em Pirapora, cidade localizada a 349 quilômetros de Belo Horizonte – MG, em 25 de fevereiro de 1980. Pouco tempo permaneci em terras mineiras. Vera, minha mãe, veio do Ceará em 1977 para ser funcionária de um restaurante em Pirapora, conheceu meu pai biológico e, em pouco tempo, engravidou e eu nasci.

Aos dois anos de idade enfrentei minha primeira provação: mamãe separou-se de meu pai e decidiu morar em Tabuleiro do Norte, no Ceará, onde vivia sua família. Com pouco ou quase nenhum recurso financeiro, ela saiu fugida de Pirapora porque meu pai não queria o fim do relacionamento. Levando apenas uma mamadeira, poucas roupas e comigo nos braços, minha mãe dirigiu-se à rodoviária, mas sem condição nenhuma de comprar os bilhetes e até mesmo de nos manter durante a viagem. Lá chegando, bateu à porta de um restaurante local e ofereceu o serviço de lavagem de pratos em troca de um lanche e de nossas passagens. Deu certo. Na cozinha do restaurante, colocou-me embaixo da pia num caixote de cerveja forrado com alguns panos para conseguir lavar as louças utilizadas.

Com o dinheiro nas mãos, comprou as passagens e comida suficiente para o início da longa viagem de, pelo menos, quatro dias até o Ceará. Ao embarcar no ônibus, mamãe logo iniciou uma conversa amistosa com o motorista, contando-lhe um pouco de sua história.

No auge dos meus dois anos, já demonstrava um grau de esperteza para lidar com as situações (até as desconfortáveis) e, durante o percurso da nossa viagem, circulava sapeca pelo corredor do ônibus, entre os bancos, fazendo graça e conquistando a simpatia de alguns passageiros. Nas paradas do ônibus, o motorista, sensibilizado com a nossa situação e, demonstrando ser um homem de bom coração, ofereceu-se para pagar os nossos banhos e refeições em todo o percurso. Assim, superamos a demorada viagem até o Município de Tabuleiro do Norte (CE), considerada a cidade dos caminhoneiros, o ponto de parada de muitos motoristas, como também a rota de passagem e acesso a outros destinos.

Era plena madrugada quando chegamos ao nosso destino. Descemos do ônibus e nos dirigimos à casa de minha avó materna, que morava com algumas irmãs. No local, também funcionava um bar chamado Timbaúba, nome de uma árvore plantada nos fundos da casa. Do funcionamento do bar, vinha todo o sustento da casa, mantida com muita dificuldade. E, por incrível que pareça, até hoje me lembro dessa cena: minha avó colocou-me em cima da mesa e ficou olhando para mim, admirando-me. Não sei o que se passou na cabeça dela quando me viu, tão pequena, chegando num ambiente que não oferecia muitas possibilidades.

Por vezes, aquela família passava dificuldades a tal ponto de não ter o que comer e, agora, eu e minha mãe fazíamos parte dessa dura realidade. Então, cresci nesse ambiente onde minha avó era alcoólatra e, hoje, entendo por que ela olhava tanto para os netos, todos com fome e sem perspectivas, era muita miséria num só lugar. Lembro-me bem, na minha infância, de um dia em que ela estava muito embriagada e cheguei junto dela pedindo um pacote de biscoito. Vi no seu semblante muita tristeza, quando então ela pegou na minha mão e me respondeu:

– Minha filha, tenha fé em Deus, que Deus vai mandar muita comida para você ainda. Esta frase ficou gravada na minha memória, começou a fazer parte da minha vida, aquela vontade de acreditar em um ser superior ou em alguém que iria me salvar. A partir de então, comecei a ter fé em Deus.

Em pouco tempo nessa nova vida viria outra grande provação: minha mãe começou um novo relacionamento, e logo o homem estava morando conosco. Mas, sem a seriedade esperada, acabou engravidando de outra pessoa, e nasceu minha irmã Vanessa. Entre idas e vindas, engravidou novamente de outro homem, e nasceu meu irmão caçula, Diogo. Nessa briga de vai e volta, vai e volta, minha mãe acabou reatando o relacionamento inicial. Todos os três filhos foram registrados por ele, embora não fosse biologicamente pai de nenhum.

* * *

Não desista, pois seu passado não lhe define!

— Valeria Barros 

Valeria Barros

Valéria Barros é empresária, esposa do Markus, mãe de três filhos, membro da CCVideira, dona de uma fé inabalável e sonhadora. No mundo dos negócios, é conhecida como empreendedora nata e CEO da Trevo, marca reconhecida pela gelateria e pelo açaí. Em plena expansão, Valéria comanda um time com lojas em vários estados do Brasil. Protagonista de uma história de superação emocionante, ela revela no livro experiências, traumas, insights e o caminho que a levou da falta de perspectiva de vida à realização de muitos sonhos. Isso dá uma sorte!

Sessão de Autógrafos

Lançamento do Livro de Valéria Barros para convidados

28 de Junho de 2022 | 19h30m

CCVideira Santos Dumont

Compre Online.
Escolha nas opções a seguir:

(¹) Disponíveis para retirada no local até 28/06/2022. Após essa data, na rua Cândido Portinari, 61. Cambeba. Fortaleza-CE.